"Minha garganta aperta
meu ouvido estranha"
os sons vindos da minha alma,
olhos que ardem
enchem-se sem conseguir transbordar
Lágrimas guardadas há anos
medo de saírem
como sinal de fraqueza
medo de transbordar
e mudar o curso da vida
Do alto, ou baixo ,dos inúmeros setembros
insistem as dúvidas
a roer minha alma
a esburacá-la cada dia mais.
O fundo do poço é terrível ,
sombrio, triste , humilhante,
lá persisto em ficar
como semente ,esperando a hora de germinar
Garganta , ouvido , olhos ,boca
um corpo , vários sentidos
que chamam por ressurgir ,
ou seria melhor morrer ?
Nasceria vida nova na velha alma ?
Eliana Avelar
sábado, 17 de outubro de 2009
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